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	<title>O Sexo e a tecnologia Archives - Blog</title>
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		<title>A FOSTA-SESTA, o fecho do Backpage e o futuro das Acompanhantes</title>
		<link>https://blog.escortera.com/pt/fosta-sesta-fecho-backpage-futuro-acompanhantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[escortera]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2018 15:55:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acompanhantes de Luxo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Backpage.com &#8211; A Liberdade de expressão acima de tudo. À luz dos mais recentes acontecimentos que estão presentemente a ocorrer nos EUA, a equipa técnica do CMS Escortera decidiu vir hoje tecer alguns comentários sobre o tema. Antes de mais devemos reiterar veementemente que, na toda plenitude libertária que normalmente assiste aos Geeks mais profundos, &#8230; <a href="https://blog.escortera.com/pt/fosta-sesta-fecho-backpage-futuro-acompanhantes/" class="more-link">Continuar a ler <span class="screen-reader-text">A FOSTA-SESTA, o fecho do Backpage e o futuro das Acompanhantes</span></a></p>
<p>The post <a href="https://blog.escortera.com/pt/fosta-sesta-fecho-backpage-futuro-acompanhantes/">A FOSTA-SESTA, o fecho do Backpage e o futuro das Acompanhantes</a> appeared first on <a href="https://blog.escortera.com/pt">Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>Backpage.com &#8211; A Liberdade de expressão acima de tudo.</h1>
<p>À luz dos mais recentes acontecimentos que estão presentemente a ocorrer nos EUA, a equipa técnica do <a href="https://escorts-script-cms.escortera.com/pt/index.html" target="_blank" rel="noopener">CMS Escortera</a> decidiu vir hoje tecer alguns comentários sobre o tema.</p>
<p>Antes de mais devemos reiterar veementemente que, na toda plenitude libertária que normalmente assiste aos Geeks mais profundos, somos totalmente contra quem nos corta a liberdade de expressão.</p>
<p>Ideologias e clivagens políticas à parte, não obstante a nossa equipa estar mais ou menos em sintonia em muitas matérias, afirmamos publicamente que somos todos contra práticas totalitaristas, proteccionistas ou conservadoras. Respeitamos opiniões contrárias. <strong>Dissemos.</strong></p>
<p><strong>Vamos lá começar. O que se está a passar?</strong></p>
<h2>O artigo 230 da &#8220;Communications Decency Act&#8221;</h2>
<p>A Internet foi fundada sob o principio da livre liberdade de expressão e foi isso que a fez florescer comercialmente e de forma exponencial a partir de 1996.</p>
<p>Em 1996 saia para a rua <strong>o artigo 230</strong> da  &#8220;<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Communications_Decency_Act" target="_blank" rel="noopener">The Communication Decency Act</a>&#8221; nos EUA, artigo esse que regulava especificidades que a novidade da Internet começava a encetar.</p>
<p>Salvo algumas situações de âmbito criminal, foi estipulado nesse artigo 230  que os fornecedores de comunicações, onde se incluem os donos de páginas Web e serviços de alojamento de sites, <strong>nunca poderiam ser responsabilizados por conteúdos publicados pelos visitantes anónimos ou não anónimos que frequentariam os seus sites.</strong></p>
<p>Não só porque seria humanamente impossível controlar todos os conteúdos publicados nas páginas, <strong>especialmente numa época em que os primeiros conceitos da Web 2.0 começavam a surgir</strong> (foruns de discussão, chats ao vivo,etc), mas também porque achou-se que os automatismos necessários para monitorizar os conteúdos seriam de uma envergadura tal, que só as grandes corporações os poderiam alguma vez almejar.</p>
<p>Assim e para bem do crescimento da Internet comercial, para bem da liberdade de expressão e especialmente para bem da uma concorrência mais justa, surgia o famoso artigo 230.</p>
<figure id="attachment_945" aria-describedby="caption-attachment-945" style="width: 656px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-945 size-full" src="https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Site-pornográfico-na-Internet.jpg" alt="Mais de 35% de todos os dados na Internet correspondem a Sexo" width="656" height="369" srcset="https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Site-pornográfico-na-Internet.jpg 656w, https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Site-pornográfico-na-Internet-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 656px) 100vw, 656px" /><figcaption id="caption-attachment-945" class="wp-caption-text">Mais de 35% de todos os dados na Internet correspondem a Sexo</figcaption></figure>
<h2>A explosão da pornografia, Sexo e culturas alternativas na Internet</h2>
<p>A partir de 1996 e com o artigo 230, a Internet correu à velocidade da luz.</p>
<p>Entre alguns antigos media que se apressaram para a nova galinha dos ovos de ouro, mercados de transacções de artigos e o vulgar E-commerce, <strong>começaram então a proliferar milhares de sites com conteúdo pornográfico.</strong></p>
<p>Sejamos francos, o anonimato e o conforto de acesso que a Internet oferecia aos seus utilizadores era impagável para que as grandes produtoras não se apressassem a invadir a Internet. <strong> A Internet estava como pão para a boca para a indústria do Sexo.</strong></p>
<p>Ao mesmo tempo que a indústria tradicional da pornografia (videos pornográficos) se lançava com afinco nessa nova auto estrada da informação, começavam a surgir <strong>muitos outros projectos relacionados com a indústria do sexo ou relacionados com temáticas adultas.</strong></p>
<p>Sites pessoais amadores de actrizes pornográficas, Sites de webcams em tempo real com meninas a mostrarem os seus dotes fisicos, comunidades de <a href="https://blog.saunapolo56.pt" target="_blank" rel="noopener">discussão LGBT</a>, todos surgiram nessa altura<strong> e os primeiros sites de encontros na Internet, mais especificamente para relacionamento sexual, começavam a dar os seus primeiros passos.</strong></p>
<p>A mais antiga profissão do mundo, a prostituição, essa não ficou de fora. Nessa altura apareceram também os primeiros sites de classificados adultos e relax.  <strong>Foi o inicio também da proliferação dos sites das Acompanhantes e Escorts um pouco por todo o mundo.</strong></p>
<h2>O papel da indústria do Sexo nas tecnologias Internet</h2>
<p><strong>Génios da programação</strong> rapidamente foram trabalhar para a indústria do sexo e as <strong>melhores invenções tecnológicas Web e técnicas de social / web marketing</strong> que alguma vez foram inventadas na Internet e que hoje conhecemos, <strong>foram-no pelos jovens que abarcaram a indústria do sexo</strong> até à viragem para o novo milénio.</p>
<p>Muitas das invenções que hoje em dia vemos mediatizadas pelos colossos do social media, Facebook, Instagram, Youtube, Snapchat, entre tantos, <strong>foram descobertas e extensivamente usadas (e o ainda o são hoje)  pelas indústrias do entretenimento adulto.</strong></p>
<p><strong>Os algoritmos avançados de compressão de vídeo streaming</strong> foram inventados pela indústria pornográfica.</p>
<p>As transmissões de webcam que vemos hoje em dia no Periscope ou no Youtube, <strong>já há mais de 20 anos existem na Internet dos adultos.</strong></p>
<p>As primeiras redes sociais e partilha de contactos apareceram na indústria adulta<strong> muito antes de qualquer MySpace ou Facebook.</strong></p>
<p>As técnicas de afiliação e vendas comissionistas <strong>apareceram primeiro nos sites pornográficos ou de âmbito adulto</strong>, muito antes de aparecerem na Amazon quando esta ainda só vendia livros online.</p>
<p>Com a chegada dos fundos de investimento e do grande capital de risco à Internet, estes historicamente avessos à indústria do Sexo, aos riscos e ética moral que essa indústria acarreta, <strong>muito dinheiro começou a ser lançado em novos projectos &#8220;mainstream&#8221;</strong>, ou seja, projectos fora da área de adultos.</p>
<p>Com a chegada destes, muitos programadores e génios informáticos de topo abandonaram a Indústria do sexo e dos Sites Adultos, <strong>contudo as suas invenções ficaram para a posteridade </strong>e são hoje em dia usadas por centenas de milhões de pessoas todos os dias.</p>
<h2>A escalada dos sites de Classificados de Convivio e de Acompanhantes</h2>
<p>Entrando no novo milénio, a indústria do sexo na Internet jorrava saúde e com ela começavam pouco a pouco a aparecer os <strong>primeiros unicórnios na Indústria dos <a href="https://www.escortera.com/pt/directorio/acompanhantes/Portugal/Lisboa/Mulheres-Casais-Homens-Transexuais" target="_blank" rel="noopener">classificados adultos e acompanhantes</a></strong>, nicho esse que até então tinha actuado num <strong>mercado altamente capilarizado e muito fragmentado.</strong></p>
<p>Nos EUA por exemplo,  o <strong>rei dos anúncios de classificados de acompanhantes</strong> era o <a href="http://www.craigslist.com" target="_blank" rel="noopener nofollow">Craigslist.com</a> e assim o foi até cerca de 2010, ano em que sob<strong> imensa pressão mediática e política</strong>, <a href="https://www.nytimes.com/2010/09/16/business/16craigslist.html" target="_blank" rel="noopener">foi obrigado a suspender a área de &#8220;Escorts e Acompanhantes&#8221;.</a></p>
<p>Na altura foram várias as vozes que surgiram alegando que seria o <strong>principio do fim da liberdade de expressão na Internet</strong>, mas achou-se que uns poucos casos de violação e outros crimes cometidos supostamente por contactos iniciados através do Craigslist, justificariam o fim dessa categoria de serviços no mesmo.</p>
<p>Claro que muitas das prostitutas, massagistas e acompanhantes de luxo rapidamente se mexeram<a href="https://arstechnica.com/tech-policy/2009/05/no-erotic-services-no-problem-for-prostitutes-on-craigslist/" target="_blank" rel="noopener nofollow"> publicando os seus anúncios em outras categorias do Craigslist</a>, nomeadamente na categoria de Dating, os vulgares encontros e namoro.</p>
<p>Contudo as reservas e a moderação a esses anúncios intensificaram-se por parte do staff do Craigslist, o que levou à <strong>progressiva debandada do Craigslist por parte de muitos anunciantes adultos</strong>, ávidos de novos sites onde pudessem promover e divulgar os seus serviços.</p>
<p>O mercado dos classificados de sexo voltou a estar fracturado nos EUA e muitos adultos dispersaram-se por centenas de sites, mas apenas por poucos meses&#8230;.</p>
<figure id="attachment_946" aria-describedby="caption-attachment-946" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-946 size-full" src="https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/imagem-de-classificados.jpg" alt="A prostituição aflui para os sites de classificados e acompanhantes na Internet" width="640" height="427" srcset="https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/imagem-de-classificados.jpg 640w, https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/imagem-de-classificados-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption id="caption-attachment-946" class="wp-caption-text">A prostituição aflui para os sites de classificados e acompanhantes na Internet</figcaption></figure>
<h2>O surgimento do Backpage.com &#8211; O novo Rei dos Classificados adultos.</h2>
<p>Por volta do ano de 2004 surgia o Backpage.com, <strong>apontado inicialmente como um rival do Craigslist</strong> e que também actuava no mercado vertical dos classificados horizontais.</p>
<p>Será importante clarificar o caro leitor do Blog Escortera sobre o que significam os conceitos Vertical e horizontal quando falamos de mercados Internet.</p>
<p>Um <strong>nicho ou mercado horizontal em Internet</strong> é consensualmente aceite como um site que possui várias categorias ou segmentos informativos. Um exemplo será um portal tipo o Sapo.pt ou um Yahoo.com, com os seus serviços de noticias temáticas, serviços de Email, Blogs e outros.</p>
<p>Já um <strong>vertical em Internet</strong> significa que o site aponta para uma determinada categoria de serviços em especifico.</p>
<p>Ora,<strong> na indústria dos classificados e dos anúncios online há os verticais e horizontais</strong>.</p>
<p><strong>Um exemplo de um site de anúncios classificados Vertical é o <a href="http://www.escortera.com" target="_blank" rel="noopener">Escortera.com</a>, pois só lida com a publicitação de anuncios de profissionais do sexo independentes.</strong></p>
<p>Já <strong>um exemplo de um site de classificados horizontal poderá ser um <a href="http://OLX.pt" target="_blank" rel="noopener">OLX.pt</a></strong>, pois o mesmo compreende uma série de categorias diferentes de anúncios, que poderão abranger toda a área automóvel, a venda de artigos de tecnologia e acabar nas áreas de anúncios de encontros ( de carácter não sexual).</p>
<p>Retomando o assunto do <strong>Backpage.com, este era (e sempre foi) um portal de classificados do estilo &#8220;horizontal&#8221;,</strong> muito secundário enquanto o Craigslist reinou com os anúncios de acompanhantes, contudo quando o Craisglist foi forçado sob pressão a fechar as àreas adultas em 2010,<a href="https://www.forbes.com/sites/danielfisher/2012/01/26/backpages-takes-heat-for-prostitution-ads-that-are-everywhere/#3d2c0e4a3095" target="_blank" rel="noopener nofollow"> <strong>rapidamente o Backpage se tornou o destino de muitas pessoas da indústria do sexo.</strong></a></p>
<p>Em 2011 já era o segundo site de classificados mais visitado nos EUA logo atrás do Craigslist, <strong>muito à conta do florescimento das áreas de anúncios destinados aos Acompanhantes de luxo, massagistas, strippers e outros quejandos.</strong></p>
<h2>Um Backpage.com Renascido e com mais força</h2>
<p>O negócio corria de vento em popa e estima-se que já em 2011 a <strong>facturação anual do Backpage seria na ordem dos vários milhões de dólares anuais</strong>, sendo que 90% destes seriam à conta da venda de anúncios adultos.</p>
<p>Não obstante ser um negócio altamente lucrativo, os donos do Backpage.com,  a norte americana dona de vários títulos de imprensa alternativos &#8220;<strong>Village Voice People</strong>&#8220;, talvez prevendo problemas futuros do mesmo âmbito que o Craigslist tinha tido anos antes, <strong>decidiu vender em 2014 todas as suas participações a uma nova empresa encabeçada por ex-executivos da &#8220;Village Voice People&#8221; </strong> com Carl Ferrer, fundador do Backpage, à cabeça da nova empresa.</p>
<p>Carl Ferrer, através de várias empresas participadas e sub participadas por uma holding sediada na Holanda, <strong>começou a gerir o Backpage.com com o propósito especifico de expandir as vendas</strong> do que começava a ser o seu nicho principal, a <strong>venda de anúncios às acompanhantes de luxo e serviços de prostituição em geral</strong>.</p>
<p>Dos cerca de 6 milhões de dólares reportados de facturação no ano de 2011, <strong>Carl Ferrer construiu um mega mastodonte de classificados online </strong>, maioritariamente de anúncios de prostituição, capaz de gerar<strong> receitas na ordem dos 500 milhões de dolares anuais. </strong><a href="http://www.newsweek.com/backpagecom-made-500-million-prostitution-say-prosecutors-878722" target="_blank" rel="noopener nofollow">Alguns argumentam que foram 500 milhões acumulados e não anuais</a>, mas temos por fonte segura que seriam valores anualizados.</p>
<p>Várias fontes mencionam que os valores em finais de 2017 chegavam a ser bem superiores aos cerca de 500 milhões reportados. Para se ter uma ideia da dimensão do negócio, há indicações de que entre 2013 e 2015 e somente para o estado da Califórnia nos EUA , o <a href="https://www.consumeraffairs.com/news/backpage-ceo-arrested-charged-with-pimping-100716.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Backpage tinha conseguido vendas acumuladas em torno dos mais de 50 milhões de dólares</a>. Estima-se que <strong>nessa altura 99% das vendas viriam apenas das áreas dos anúncios de acompanhantes.</strong></p>
<p>Ora, o Backpage.com vendia anúncios em todos os estados <strong>norte-americanos, todo o Canadá, Austrália e em todos os Países da Europa</strong>. Com enormes margens comerciais e uma estrutura de custos muito leve, confirma-se que era uma<strong> máquina de fazer dinheiro</strong>.</p>
<h2>A sorte começa a mudar para Carl Ferrer e o Backpage.com</h2>
<p>Em meados de 2016 o Backpage.com começa a sofrer as primeiras consequências do seu enorme sucesso e mediatismo.</p>
<p>Um site de classificados adultos, com<strong> imensos conteúdos de prostituição e com mais de 200 milhões de visitantes mensais</strong> (chegou a ser o 50º site mais consultado nos EUA) não poderia ficar incólume aos olhos dos politicos mais conservadores e das pseudo associações que levianamente e de forma hipócrita defendem os direitos das mulheres e dos explorados sexualmente.</p>
<p>O senador Rob Portman juntamente com alguns outros senadores conservadores <a href="https://www.fedscoop.com/senate-committee-takes-historic-action-against-backpage-com-and-web-sex-trafficking/" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>iniciam uma dura batalha para deitar o Backpage.com abaixo</strong></a>, alegando que no mesmo se praticavam, não só o crime de divulgação de serviços de prostituição, bem como havia imensas suspeitas de que poderiam estar a<strong> ocorrer crimes de exploração sexual de menores e práticas coercivas de lenocinio</strong>.</p>
<p>Desde essa altura e durante anos, Carl Ferrer e altos quadros do Backpage, quando ouvidos pelo senado e autoridades policiais, tentaram justificar que<strong> muitos dos anúncios eram moderados</strong> e que apesar de eles tentarem avidamente banir abusos relacionados com menores e lenocínio, era natural que alguns do género, entre milhões, pudessem eventualmente escapar e acabar por serem publicados.</p>
<p>Contudo durante anos afirmaram que mais nada poderiam fazer, <strong>alegando que o conteúdo não era administrado e publicado por funcionários do Backpage</strong>, mas sim por anónimos terceiros. <strong>Escudavam-se assim no famoso artigo 230</strong>, que entre outros, <strong>isenta de responsabilidade os donos dos sites por comportamentos indecorosos ou criminais perpetuados pelos seus visitantes.</strong></p>
<p>A pressão foi aumentando por parte das autoridades e da ala mais conservadora do Senado, até que sob o fundamento de compadrio em actividade de exploração de menores, <strong><a href="https://www.nbcnews.com/news/us-news/backpage-com-ceo-carl-ferrer-arrested-pimping-charges-n661426" target="_blank" rel="noopener nofollow">decidiram prender Carl Ferrer, Michael Lacey e James Larkin</a>, CEO e outros co-fundadores do Backpage.</strong></p>
<p>O que é facto é que a coisa <a href="https://www.mercurynews.com/2016/12/09/backpage-wins-court-fight-over-pimping-charges-in-case-with-implications-for-tech/" target="_blank" rel="noopener nofollow">acabou por não dar em nada e sob fiança estavam os três novamente livres</a> para prosseguir os seus negócios, <strong>sempre sob a justificação da quinta emenda e sempre alegando o artigo 230 da &#8220;Coomunications Decency Act&#8221; dos EUA</strong>.</p>
<h2>A alteração das regras e categorias, com o intuito de evitar uma condenação</h2>
<p>Logo no inicio de 2017 e ainda continuando sob investigação, o<a href="https://www.pe.com/2017/01/11/backpagecom-removes-escort-ads-8211-or-does-it/" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong> Backpage.com decide terminar as categorias de &#8220;Adultos e acompanhantes&#8221;</strong></a> (e todas as outras relacionadas, BDSM, massagistas e afins) nos EUA. Poderia ser que transmitissem a ideia de que estavam activamente a colaborar com as autoridades e dessem a entender que estavam a desistir do seu core de negócio.</p>
<p>As categorias de prostituição somente foram abandonadas nos EUA. As mesmas continuariam activas e pujantes em todos <strong>os outros mais de 200 Países</strong> onde o Backpage vendia anúncios de acompanhantes.</p>
<p>Na altura pensava-se que as autoridades deixariam o Backpage.com em paz, mas num revés, todas as acompanhantes que anteriormente anunciavam nas categorias agora extintas <a href="http://www.foxnews.com/tech/2017/05/01/prostitution-still-thrives-on-backpage-despite-site-shutdown-adult-section.html" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>viraram-se para as categorias ditas &#8220;normais&#8221;.</strong></a></p>
<p>As categorias de encontros, <strong>Homem procura mulher</strong>, <strong>Mulher procura Homem</strong> e outras similares <strong>encheram-se de anúncios de profissionais da industria do sexo</strong> e com artificios de linguagem, lá prosseguiram a anunciar no Backpage.com</p>
<h2>A machadada final no Backpage e para Carl Ferrer</h2>
<p>É importante referir que já no decorrer do ano de 2017, muitos congressistas começavam a falar na hipótese de se <strong>criar uma excepção ao artigo 230</strong>. Criando uma espécie de adenda que colocasse de fora os sites de acompanhantes, seria a <strong>forma de colocar finalmente o Backpage fora do ar.</strong></p>
<p>Sob imenso escrutinio público, nomeadamente debates entre empresas de âmbito tecnológico, associações de defesa do consumidor, associações pró-liberdade de expressão e obviamente o governo norte americano, <strong>elabora-se o decreto de lei que viria a sentenciar o destino do Backpage.</strong></p>
<p>Entre Janeiro e finais de Março de 2018 essa nova adenda ao artigo 230 <a href="https://gizmodo.com/senate-passes-sesta-controversial-anti-sex-trafficking-1823916411" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>iria a 2 sessões de votação e sairia aprovada magnanimamente</strong></a>. 97 votos a favor e apenas 2 votos contra foi o resultado. O mais estranho de tudo é que <strong>tanto conservadores como democráticos votaram maioritariamente a favor da lei</strong>, não obstante as inumeras reservas lançadas por muitos acerca do que uma adenda dessas significaria para o futuro da Internet.</p>
<p>A 6 de Abril de 2018 e ainda sem que a nova adenda tivesse sido assinada pelo presidente Trump, <strong><a href="https://nypost.com/2018/04/06/backpage-com-shuts-down-after-reports-of-fbi-raid/" target="_blank" rel="noopener nofollow">o FBI e a homeland securities decidem fechar o dominio www.Backpage.com</a> e todos os outros TLD´s e sites relacionados (Cracker.com e outros)</strong>. No mesmo dia fazem raids policiais às diversas instalações do Backpage no mundo e às casas dos seus sócios fundadores. <strong>Era o fim do Backpage.com</strong></p>
<figure id="attachment_947" aria-describedby="caption-attachment-947" style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-947 size-large" src="https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Detencao-Carl-Ferrer-CEO-backpage-1024x750.jpg" alt="Detenção de Carl Ferrer - CEO do Backpage.com" width="604" height="442" srcset="https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Detencao-Carl-Ferrer-CEO-backpage-1024x750.jpg 1024w, https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Detencao-Carl-Ferrer-CEO-backpage-300x220.jpg 300w, https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Detencao-Carl-Ferrer-CEO-backpage-768x562.jpg 768w, https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Detencao-Carl-Ferrer-CEO-backpage.jpg 2048w" sizes="(max-width: 604px) 100vw, 604px" /><figcaption id="caption-attachment-947" class="wp-caption-text">Detenção de Carl Ferrer &#8211; CEO do Backpage.com</figcaption></figure>
<h2>FOSTA / SESTA &#8211; O que ambas significam ao abrigo do 230 do &#8220;Communications Decency Act&#8221; ?</h2>
<p><a href="https://www.congress.gov/bill/115th-congress/house-bill/1865" target="_blank" rel="noopener">FOSTA &#8211; &#8220;Fight Online Sex Trafficking Act&#8221;</a> e a <a href="https://www.congress.gov/bill/115th-congress/senate-bill/1693" target="_blank" rel="noopener">SESTA &#8211; &#8220;Stop Enabling Sex Traffickers Act&#8221;</a>, são nomenclaturas para definir a famosa adenda ao artigo 230.</p>
<p>Em suma, a conjugação destas duas adendas como um todo,<strong> passam a culpabilizar civil e criminalmente todos aqueles privados ou empresas norte-americanas que, gerindo qualquer meio de comunicações (sites internet ou outro), alojem ou transmitam conteúdos que de alguma forma estejam ligados a prostituição, acompanhantes ou trabalhadores sexuais.</strong></p>
<p>Mais, permite a pessoas que se sintam lesadas de alguma forma por exploração sexual, de <strong>agirem criminalmente contra os sites que alojam esses conteúdos</strong>, ou seja, em teoria passa a ser possivel a uma vitima de uma violação agir criminalmente contra o sitio de Internet a partir do qual o contacto pessoal, que originou a violação, se iniciou.</p>
<p>E mais ainda. Pela leitura atenta de ambos os actos, FOSTA e SESTA, <strong>assume-se que a lei passa a ter efeitos retroactivos</strong>, o que na opinião dos advogados sondados pelo Escortera.com <strong>atenta claramente contra a constituição dos EUA</strong>.</p>
<p>As linhas escritas nos actos são tão ridiculas e tão vagas que ficamos sem saber se os outros trabalhadores do sexo serão atingidos. Como tratar as profissionais que se despem na Webcam? <strong>Publicar conteúdos pornográficos poderá ser entendido pelas autoridades como um incentivo à prostituição?</strong> Onde se balizam os nichos que toda a área de conteúdos adultos enceta?</p>
<h2>Efeito bola de neve pós FOSTA e SESTA e o fecho do Backpage.com</h2>
<p>Lembramo-nos agora de que no passado recente já tinham começado a ocorrer uns laivos de censura aos profissionais do sexo, do convivio e da prostituição.  Alguns sites de acompanhantes de luxo já tinham tido problemas, o <a href="https://www.wired.com/2015/02/redbook/" target="_blank" rel="noopener nofollow">notório caso do Redbook</a> e recordamo-nos também do <a href="https://blog.escortera.com/pt/rentboy-acompanhantes-masculinos-crime/" target="_blank" rel="noopener">caso Rentboy que foi relatado aqui no Blog do Escortera.com há alguns anos atrás.</a></p>
<p>Após as 2 votações do FOSTA/SESTA e não só antes mas também depois do fecho do Backpage no último dia 6 de Abril de 2018, <strong>os efeitos catastróficos não se demoraram a sentir.</strong></p>
<p>Diversos sites de acompanhantes e de anúncios relax líderes no mercado norte-americano <strong>decidiram encerrar definitivamente</strong> ou então alterar os seus termos e condições.</p>
<p>Sites da especialidade, forúns de discussão de acompanhantes (semelhantes ao <a href="http://www.gp-pt.net" target="_blank" rel="noopener nofollow">Gp-pt.net</a> em Portugal), grupos de chat ao vivo em comunidades adultas, <strong>todos eles estão a fechar ou estão para fechar.</strong></p>
<p>Devido a isto a maior parte das prostitutas nos EUA <strong>ficaram actualmente quase sem meios de divulgar os seus serviços</strong>, o que está a originar seríssimas situações de privação económico-financeira. São alguns os relatos de muitas prostitutas que<a href="https://rewire.news/article/2018/04/02/sesta-already-devastating-impacts-sex-workers-just-like-predicted/" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong> já não conseguem pagar as rendas das suas casas ou sequer alimentarem-se.</strong></a></p>
<p>Mas porque a FOSTA / SESTA abrangem todo e qualquer fornecedor de conteúdos ou alojamento,<strong> o Twitter, Facebook, a Google e tantos outros serviços de alojamento na Cloud</strong> decidiram também começar a bloquear quaisquer contas que,  veiculando de alguma forma a divulgação de conteúdos adultos, possam estar a  vender serviços sexuais.</p>
<p>São<a href="https://www.engadget.com/2018/04/11/fosta-sesta-silencing-sex-workers/" target="_blank" rel="noopener nofollow"> <strong>vários os relatos de sites pessoais bloqueados</strong> </a>a pessoas que tinham simples <strong>conteúdos eróticos alojados na Wix</strong> e mesmo até casos de livros que falavam de sexo <strong>banidos para venda na Amazon.com</strong> .</p>
<p>O pânico é geral nos EUA e suspeita-se que isto seja só o inicio. Há quem afirme que a perseguição não é somente em relação às prostitutas, <strong>mas sim a todo o mercado de entretenimento adulto</strong>. Em última consequência, uma perseguição a todos os norte-americanos.</p>
<h2>Que implicações pode ter a SESTA / FOSTA para aqueles fora dos EUA?</h2>
<p>A SESTA / FOSTA, sendo uma normativa norte-americana, <strong>só se aplica a quem reside, vive ou desenvolve negócios para, com e nos EUA.</strong></p>
<p>Os negócios, sites adultos, sites de acompanhantes, sites de webcams adultas, blogs pessoais e enfim, tudo o que sejam conteúdos de SEXO no seu geral e que estejam <strong>alojados FORA dos EUA ou que não tenham nenhuma implicação com os EUA</strong>, poderão nesta fase estar descansados. Estão a salvo.</p>
<p>Contudo a equipa do Escortera.com tem <strong>algumas recomendações a fazer aos Webmasters</strong>, não só aos do mercado adulto e pornográfico, bem como<strong> todos os outros que alojem conteúdos interactivos</strong> gerados pelos seus utilizadores finais:</p>
<ul>
<li>
<blockquote><p><strong>Assegure um backup dos seus Dominios .COM e .NET</strong> em outros TLD´s e em outros Registrars fora dos EUA. Os dominios .COM, .NET e alguns outros (.CC) são geridos pela Verisign ou suas afiliadas. A Verisign é uma empresa norte-americana. A equipa do Escortera, não obstante ter o seu projecto BETA Escortera.com alojado em servidores fora dos EUA,  já fez há alguns anos o registo de vários outros TLD´s no caso de repente ficar sem o seu .COM</p></blockquote>
</li>
<li>
<blockquote><p><strong>Aloje os seus sites/conteúdos em ISP´s fora dos Estados Unidos</strong>. Evite alojamento partilhado, VPS ou na Cloud e opte sempre por servidores dedicados.</p></blockquote>
</li>
<li>
<blockquote><p>Independentemente da actividade de publicitação de anúncios de acompanhantes e de sexo sejam legais ou não estejam regimentados por qualquer lei na maioria dos Países Europeus e outros fora dos E.U.A, <strong>aconselhamos sempre a uma pré-moderação de todos os conteúdos que entrem nas suas páginas</strong>. Chats, caixas de comentários ou publicações em fóruns e outros que requeiram interacção com os seus visitantes deverão ser cautelosamente moderados.</p></blockquote>
</li>
<li>
<blockquote><p>Se é uma empresa de conteúdos adultos, <strong>reveja todas as suas parcerias com empresas norte-americanas</strong> ou API´s usadas e produtos ou serviços terceirizados nos seus sites. Assegure-se de que há delegações e webservices também servidos na Europa ou outro continente no mundo por essas empresas dos EUA.</p></blockquote>
</li>
</ul>
<figure id="attachment_948" aria-describedby="caption-attachment-948" style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-948 size-large" src="https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/STOP-SESTA-FOSTA-1024x512.png" alt="É enorme a contestação ao SESTA e FOSTA por parte da comunidade Internet" width="604" height="302" srcset="https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/STOP-SESTA-FOSTA-1024x512.png 1024w, https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/STOP-SESTA-FOSTA-300x150.png 300w, https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/STOP-SESTA-FOSTA-768x384.png 768w, https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/STOP-SESTA-FOSTA.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 604px) 100vw, 604px" /><figcaption id="caption-attachment-948" class="wp-caption-text">É enorme a contestação ao SESTA e FOSTA por parte da comunidade Internet</figcaption></figure>
<h2>Muitas dúvidas sobre o futuro Pós FOSTA / SESTA</h2>
<p>Para a equipa de desenvolvimento do CMS Escortera são muitas as questões que ficam, pelo menos por agora, por responder. São também algumas as previsões do que naturalmente irá acontecer.</p>
<h3>A Google e a dependência do mesmo</h3>
<p>Sendo que a maioria do tráfego dos sites adultos provém dos resultados de pesquisa orgânicos do Google,<strong> como será que o Google se irá comportar doravante ?</strong></p>
<p>Irá bloquear os resultados dos sites de acompanhantes e classificados relax do seu motor de busca? Irá bloquear todo e qualquer site, incluindo os de pornografia ?</p>
<p>Ou uma vez que a Google possui vários TLD´s,<strong> somente irá bloquear esses resultados da pesquisa orgânica do Google.com nos EUA ?</strong></p>
<p>Porque a Google é dona de 90% do mercado mundial de pesquisa e porque é uma empresa norte-americana, será que é desta que a Google será obrigada a ter práticas menos monopolistas por força da desta nova lei da rolha aplicada nos EUA ?</p>
<h3>Os crimes sexuais não irão acabar e a exploração irá aumentar</h3>
<p>Não sejamos hipócritas, a <strong>venda de serviços de prostituição nunca irá desaparecer da face da terra</strong>. Se um site cai, outro irá surgir mais forte e mais seguro. Surgirão de novo como cogumelos.</p>
<p>Aliás, tentativas de calarem os meios de comunicação digitais usados na divulgação de serviços de prostituição só irão fazer com que muitas das actuais <strong>profissionais de sexo nos EUA voltem para as ruas</strong>, atentando isso sim, contra os bons costumes na praça pública daquele País puritano e <strong>contra a própria segurança das prostitutas e até dos clientes</strong>.</p>
<p>Uma imposição da censura a este nível absurdo só irá <strong>fazer renascer com mais força as práticas de proxenetismo</strong>, com muitas prostitutas a serem obrigadas a contratar serviços de agências ou homens exploradores para que possam obter clientes.</p>
<h3>Dinheiro fora da Economia e aumento do mercado paralelo</h3>
<p>A maioria das acompanhantes nos EUA declara os seus rendimentos ao IRS. Mesmo que algumas não os declarassem, <strong>muito dele reentrava na economia através do pagamento de serviços publicitários aos sites de anúncios.</strong></p>
<p>Porque a maioria dos grandes sites de anúncios de acompanhantes e prostituição nos EUA eram financeiramente auditados, independentemente da sua domiciliação fiscal, as autoridades norte-americanas podiam colocar a mão de uma forma mais assertiva em todos os <strong>biliões que a indústria adulta gera anualmente.</strong></p>
<p>Assim, ao obrigarem as profissionais a virem para a rua e a obrigarem as mesmas a ficarem na mão dos proxenetas, <strong>será muito mais dificil às autoridades darem uma dentada no grande bolo de dinheiro</strong> que movimenta a indústria da prostituição.</p>
<h3>As acompanhantes de luxo, prostitutas e todos os relacionados irão para a Darkweb e Deepweb</h3>
<p>Se a perseguição continuar aos trabalhadores do sexo e se todas as redes sociais e conceitos 2.0 continuarem a banir os seus conteúdos, <strong>redes de proxenetas migrarão todas para os confins da DeepWeb</strong>, bases de dados de profissionais do sexo que não serão indexadas pelos motores de pesquisa.</p>
<p>Porque esses anúncios não ficarão públicos e indexados pelo Google, tornar-se-á muito <strong>mais dificil às autoridades policiais conseguiram monitorizar comportamentos desviantes</strong>, tais como redes pedófilas ou outros abusos criminais e sexuais.</p>
<p>Algumas práticas criminosas passarão a ser feitas fora dos olhares públicos aos olhos de toda a gente, ao contrário do que acontecia com o Backpage, e passarão a estar fora do alcance e reporte policial.</p>
<p>Pior ainda, será uma questão de meses para que surjam <strong>autênticas mega-operações criminosas de indole sexual dentro da DarkWeb</strong>. Não que já não existam, mas irão surgir cada vez mais sites descentralizados a que só se acede de forma encriptada e com clientes Web do tipo TOR e <strong>onde autênticas redes pedófilas e de prostituição infantil irão proliferar.</strong></p>
<p>Nessa altura será impossível, por questões técnicas e de knowhow das forças policiais, deitar abaixo qualquer rede deste género. <strong>A luta contra a exploração sexual infantil e a luta contra o proxenetismo de maiores de idade estarão indelevelmente perdidas.</strong></p>
<h3>A agressividade do governo de Donald Trump em relação às tecnológicas e Internet.</h3>
<p>O panorama politico nos EUA, desde a eleição de Trump, nunca foi amistoso para a liberdade de expressão nos EUA e muito menos para as tecnológicas.</p>
<p>No que toca aos media comuns, <strong>Trump nunca gostou dos meios de comunicação tradicionais</strong>. Acusa sistematicamente os orgãos de informação de publicarem noticias falsas. &#8220;Fake News!&#8221;, &#8220;Fake News!&#8221; repete a administração Trump nos últimos 2 anos.</p>
<p>No que toca às tecnológicas mainstream, <strong>Trump está a começar a ter uma atitude ultra proteccionista</strong>, atente-se para as <a href="https://www.cnbc.com/2018/03/28/president-trump-reportedly-hates-amazon.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">últimas declarações de Trump sobre a Amazon.com</a></p>
<p>No que toca às premissas fundadoras da Internet, vejam-se as inúmeras tendências do <strong>governo <a href="https://www.independent.co.uk/life-style/gadgets-and-tech/news/trump-net-neutrality-repeal-internet-rules-fcc-free-latest-news-ajit-pai-a8067811.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Trump em torno do fim da neutralidade da Internet.</a></strong></p>
<p>Donald Trump pertence a uma casta de <strong>nepotistas conservadores republicanos</strong> e só esta caracterização é suficiente para saber o que o futuro reserva à Internet nos EUA.</p>
<h3>A pornografia e a nudez serão os próximos alvos na Internet pela mão dos Republicanos.</h3>
<p>Historicamente os governos republicanos nos EUA nunca conviveram muito bem com as supostas imoralidades (palavras deles).</p>
<p>Está no ADN deles aquele conservadorismo mesquinho de quem julga a sexualidade e comportamentos desviantes dos outros e hipocritamente nunca olha para dentro de sua própria casa. A provar isto, <strong>vejam-se os ínumeros escandalos sexuais dos últimos anos</strong>, que <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_federal_political_sex_scandals_in_the_United_States" target="_blank" rel="noopener">tradicionalmente estão mais à direita do que à esquerda.</a></p>
<p>Há diversos sinais e já de há algum tempo de que o governo de <strong>Trump detesta a indústria pornográfica</strong> e do sexo em geral. <a href="https://www.huffingtonpost.com/entry/donald-trump-pledge-against-pornography_us_57a00928e4b0e2e15eb701fc" target="_blank" rel="noopener nofollow">Várias vezes afirmaram que a pornografia online ou tradicional são um &#8220;problema de saúde pública&#8221;.</a></p>
<p>Já em Julho de 2016, meio ano antes de iniciar funções na casa branca, Trump tinha assinado a “The Children’s Internet Safety Presidential Pledge&#8221;, <strong>uma missiva de uma organização Anti-pornografia</strong> e já aí se adivinhava o que estaria para vir.</p>
<p><a href="https://reason.com/blog/2016/01/21/avn-expo-lawyers-talk-republicans" target="_blank" rel="noopener nofollow">O receio de uma possível eleição de um governo republicano de Trump e os efeitos que teria para a indústria pornográfica nos EUA</a> já faziam eco num debate entre um painel de juristas das principais produtoras porno na <a href="https://adultentertainmentexpo.com/" target="_blank" rel="noopener">AVN de 2016</a> em Janeiro de 2016.</p>
<p>É portanto mais do que natural que a seguir à perseguição dos sites de anúncios de acompanhantes, o governo Trump prossiga a sua senda e aponte cargas à simples pornografia.</p>
<figure id="attachment_949" aria-describedby="caption-attachment-949" style="width: 595px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-949 size-full" src="https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Darkweb.jpg" alt="Será a DarkWeb a alternativa para todas as acompanhantes, prostitutas e outras profissionais do Sexo ?" width="595" height="347" srcset="https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Darkweb.jpg 595w, https://blog.escortera.com/pt/wp-content/uploads/2018/04/Darkweb-300x175.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px" /><figcaption id="caption-attachment-949" class="wp-caption-text">Será a DarkWeb a alternativa para todas as acompanhantes e outras profissionais?</figcaption></figure>
<h2>E Portugal? O que mudará nos sites de Acompanhantes em Portugal e nos anúncios de prostituição em geral?</h2>
<p>A prostituição em Portugal <strong>nem é criminalizada do lado do cliente, nem no lado da prostituta</strong>, ao contrário do que acontece na maioria dos estados norte-americanos, à excepção do estado do Nevada.</p>
<p>Veículos de transmissão publicitária dos serviços de prostituição e sexo não estão sequer regimentados em Portugal. A verdade é que não há sequer legislação sobre o tema, mas entendem-se como <strong>socialmente aceites e permitidos os serviços de publicidade a prostitutas.</strong></p>
<p>O melhor exemplo disto são <strong>as 4 páginas centrais de anúncios de prostitutas diariamente publicadas no maior titulo de imprensa nacional</strong> há mais de 30 anos (Aka: <a href="http://www.cmjornal.pt/" target="_blank" rel="noopener nofollow">Correio da Manhã</a>), titulo esse detido pela cotada em bolsa <strong>COFINA</strong> e que por sua vez é detida por um dos maiores conglomerados cotados na Euronext Lisboa, o grupo <strong>ALTRI.</strong></p>
<p>Em Portugal e no que diz respeito a serviços de prostituição, as únicas coisas que são criminalizadas <strong>são os actos de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Proxenetismo" target="_blank" rel="noopener">lenocínio e proxenetismo</a></strong> nas suas vertentes clássicas, ou seja, a exploração do trabalho sexual de terceiros para fins lucrativos, tipicamente com coacção moral ou fisica.</p>
<p>Face a isto, torna-se claro que as prostitutas em Portugal, os donos de veiculos publicitários para elas (jornais, sites de acompanhantes de luxo, foruns de discussão sobre o tema e outros relacionados)  e todos os outros serviços indirectos  (serviços imobiliários, artigos eróticos, etc) <strong>continuarão a ser permitidos</strong> e <strong>continuarão fortes</strong> e com muita saúde para os anos vindouros.</p>
<h2>O que faremos no caso da &#8220;Doença&#8221; anti-prostitutas e anti-pornografia chegar até Portugal?</h2>
<p>Como afirmámos ao inicio deste artigo que já vai longo, aqui na equipa de desenvolvedores do Escortera somos <strong>todos pró liberdade de expressão e pró-liberdade de escolha.</strong></p>
<p>Sabemos que há pessoas que entram na prostituição por necessidades relacionadas com fragilidades económicas ou psicológicas, mas a nossa experiência diz-nos também que há muitas mais pessoas que entram na prostituição,<strong> articuladas e de plena consciência</strong>, só porque simplesmente querem ganhar dinheiro.</p>
<p>Não somos ninguém para julgá-las, aliás porque aqui no Escortera.com e na maioria de outros sites e plataformas, tanto quanto sabemos, <strong>ninguém publicita anúncios de prostituição</strong>. São apenas veiculadas mensagens para convivio por parte de eventuais prostitutas, o que é bem diferente. <strong>O que as mesmas fazem ou deixam de fazer através de contactos iniciados pela nossa plataforma não nos diz nem nunca nos dirá respeito.</strong></p>
<p>Aqui na equipa de desenvolvimento do Escortera somos por um <strong>estado que se preocupe em  aconselhar e guiar as pessoas</strong>, mas nunca em tutelar ou impor escolhas pessoais.</p>
<p>Aqui na equipa Escortera somos todos por uma <strong>policia atenta aos crimes praticados contra os menores de idade</strong>, abusos infantis e todas as práticas pedófilas.  Achamos que  os sites de anúncios de convivio e de acompanhantes, ao tornarem esta actividade visivel a todos, podem ajudar a policia a investigar possiveis abusos.</p>
<p>Aqui no Escortera há muito que<strong> defendemos a total regulação das práticas de prostituição, serviços de sexo e afins. </strong> Não achamos justo confinar à margem da sociedade um conjunto de pessoas que de livre vontade e totalmente esclarecidas querem trabalhar no meio.</p>
<p>Aqui dentro desconhecemos a palavra &#8220;imoralidade&#8221; e por uma boa razão.<strong> A moral vem da religião e aqui somos todos ateus.</strong></p>
<p>No caso de a &#8220;doença&#8221; anti-prostitutas e anti-pornografia chegar até Portugal, a Equipa do Escortera saberá bem o que fazer. Reuniremos, discutiremos e a seguir meteremos tudo na Darkweb.<strong> A imoralidade sentida por uns poucos não nos demoverá um centimetro.</strong></p>
<p>Texto de: <a href="https://escorts-script-cms.escortera.com/pt/index.html" target="_blank" rel="noopener">Escortera.com &#8211; CMS para criar Directórios de Acompanhantes</a></p>
<div class="dtherpt"><span class="entry-title">A FOSTA-SESTA, o fecho do Backpage e o futuro das Acompanhantes</span> was last modified: <span class="updated"> Abril 19th, 2018</span> by <span class="author vcard"><span class="fn">escortera</span></span></div><p>The post <a href="https://blog.escortera.com/pt/fosta-sesta-fecho-backpage-futuro-acompanhantes/">A FOSTA-SESTA, o fecho do Backpage e o futuro das Acompanhantes</a> appeared first on <a href="https://blog.escortera.com/pt">Blog</a>.</p>
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